sexta-feira, 28 de março de 2008

Cantiga de roda

Cumuruxatiba - Bahia - Verão 2008

Menina do balaio, donde cê pareceu? Trazendo festa em meu berço, festando em balaio meu. Mandando beijos pra chuva, chovendo beijos em mim. Quero abraço da santa, quero a cruz, querubim! Quero o nome do herdeiro e quero herdar teu sorrir. Quando acordo primeiro é só pra te ver dormir. Ô menina do balaio, que é que me aconteceu? Cê aparece sem pressa, e depressa leva o que é meu Na boca um beijo e no abraço, meu braço não sei qual é. A gente se misturando, feito leite e café. Que faço em quanto cê sonha, enquanto volta do céu. Cê que veio de santa pra trazer o que é meu. Traga toda a tua prenda, traga tudo que for. Que eu trago a poesia, pra esconder nossa dor. Traga toda a tua lenda, traga o teu cobertor, que eu trago a poesia, pra cantar nosso amor. Menina do balaio, do teu lado eu não saio!

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